HEISTERIA 22 de agosto de 2016 – Tags:

Heisteria silvianii 50

Nome científico: Heisteria silvianii

Família: Olacaceae

Nomes populares: brinco-de-mulata, casca-de-tatu, casco-de-tatu, estrela-vermelha, gumbijova, heistéria, pau-de-mico, rapadura, umari.

Características gerais: Espécie nativa do cerrado e da Mata Atlântica, perenifólia, esciófita ou de luz difusa, sendo característica da floresta ombrófila densa do sul e sudeste do Brasil. Ocorre endemicamente nos estados de Minas Gerais (onde foi inicialmente descrita), Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A planta tem altura média entre 8 e 15 m, é completamente glabra em todas as suas partes, dotada de copa arredondada e densa, com tronco curto e cilíndrico, com 30-40 cm de diâmetro, revestido por casca áspera de cor pardacenta. Folhas: alternas, com pecíolo ruguloso com 8-12 mm, lâmina oblongo-elíptica até oblonga, de ápice obliquamente atenuado e base cuneada, cartácea, discolor, de margens revolutas, com glândulas laticíferas, de 5-132 cm de comprimento por 2-4 cm de largura, com nervuras secundárias numerosas e central sulcada na face superior e saliente na inferior. Inflorescências em fascículos axilares com 6-12 flores. A floração ocorre de agosto a dezembro, frutificando de dezembro a fevereiro.

Cultivo: Após o plantio das sementes, a emergência ocorre entre 30 e 40 dias, com baixa taxa de germinação. Em experimentos in vitro, a taxa de germinação fica em torno de 100%. O crescimento das plantas no campo é considerado lento.

Propriedades nutricionais, medicinais e industriais: Os frutos, tipo drupa globosa, com polpa suculenta e escassa, são comestíveis e saborosos. São também utilizados para cultivo em reflorestamentos mistos, ou para arborização urbana, por servirem de alimento para a avifauna. A madeira é de boa qualidade, sendo dura ao corte e resistente ao apodrecimento.

Esta espécie, por sua raridade na Mata Atlântica, está na lista de espécies ameaçadas, constando na lista da flora com risco de extinção do estado do Rio Grande do Sul como Criticamente em Perigo.

Fonte: Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 – organização de RAFAELA CAMPOSTRINI FORZZA et al.